Transcrição: Como ficar Rico? Abrindo mão dos prazeres de curto prazo. Mentalidade.
Vídeo: Como ficar Rico? Abrindo mão dos prazeres de curto prazo. Mentalidade. · Data: 2025-12-29 · Duração: 24min
[00:01] [música] Salve galera, tudo bem? Beleza, tudo bem? Hoje o vídeo é para você Carol, tá? Hoje o vídeo não é sobre mercado financeiro, hoje o vídeo é sobre vida.
[00:11] A gente teve uma conversa ontem e eu queria terminar essa conversa contigo para lembrar um pouco as coisas que são importantes na vida da gente.
[00:19] Primeiro, tu tem que te lembrar sempre quem tu és e de onde tu veio. Nunca se esqueça qual é a raiz da tua família. Não esqueça qual é a raiz da tua família e não esqueça qual é o propósito da tua
[00:35] Se você esquecer qual é a raiz da sua família ou qual é o propósito da sua vida, você não conseguirá dar valor a si mesma e nem tampouco as coisas que você vai conquistar na vida.
[00:48] Quando você valoriza os prazeres de curto prazo, você está imediatamente abandonando os prazeres do longo prazo.
[00:56] Então, não favoreça prazeres de curto prazo em detrimento de prazeres de longo prazo. Eu vou te dar um exemplo. Você decide que você gosta de chocolate, é uma delícia comer chocolate, você vai se entupir comendo chocolate agora, porque é o prazer do curto prazo, e você não ficará magra, saudável, esteticamente bonita e tendo uma saúde adequada.
[01:19] Se você valoriza o prazer de curto prazo, você vai pegar todo o dinheiro que você está fazendo, você vai gastar agora e não vai economizar nada e com isso vai abrir mão do prazer do longo prazo, que é ter uma saúde financeira adequada. Então, guarda isso contigo. Toda vez que tu valoriza o prazer de curto prazo, abre mão dos prazeres do longo prazo, você está fazendo um tiro no pé. Não faça isso.
[01:46] Não faça isso. A vida adulta, basicamente é saber ponderar quais são os prazeres de curto prazo que podem ser cumpridos agora, que não irão prejudicar os prazeres de longo prazo, no prazo mais longo. Eu vou te dar um exemplo nisso. Se você pensar apenas no prazer de curto prazo, filho, nem filho você vai ter. Porque imagina, tu tem que engravidar. Imagina o trabalho de engravidar. Tu imagina o trabalho
[02:12] de parir uma criança. Imagina o trabalho de ter que educar e cuidar de uma criança. Imagina todo esse trabalho.
[02:19] Isso é um trabalho no curto prazo que vai te dar o prazer do longo prazo, que é ter uma família.
[02:28] Então, eu outro dia tava olhando um post bastante interessante que mostrava um um o por que as pessoas são preguiçosas.
[02:37] E por que que as pessoas são preguiçosas na maior parte das vezes? Porque elas estão valorizando mais, elas estão olhando mais o esforço de fazer alguma coisa do que o benefício de ter aquilo pronto. Então elas estão olhando mais o trabalho que vai dar para fazer do que o prazer de ter aquilo pronto e realizado.
[02:57] No momento em que você faz isso, você se torna um preguiçoso.
[03:02] Então não olhe para o trabalho que a coisa vai dar. Pense na coisa pronta, no benefício da coisa pronta. E isso vai imediatamente fazer com que você reúna forças necessárias para vencer as dificuldades e vencer aquele trabalho a ser feito.
[03:20] Por que que eu tô te dizendo isso?
[03:23] Porque a nossa família é isso, Carol. Nossa família veio disso.
[03:28] Eu vou te lembrar da onde é que veio a nossa família.
[03:32] Meu avô, meu bisavô tinha uma fazenda na Ucrânia, na Rússia antiga, na Rússia
[03:43] o teu bisavô decidiu comprar o primeiro trator para uma fazenda na Ucrânia, na Rússia. Primeiro trator de todo o país.
[03:52] Só que ninguém sabia mecânica. Então o que que ele fez? Ele pegou o teu avô com 15 anos de idade e mandou pra Alemanha para prender alemão e aprender a
[04:04] consertar um trator que se acontecesse dele estragar lá na fazenda alguém te consertar esse ele é o seu avô. Então teu avô com 15 anos de idade sai do país dele e vai para um outro país sem saber falar nada daquela língua para aprender alemão e mecânica.
[04:22] volta 2 anos e meio depois, 1917, final do 17, estourou a revolução russa.
[04:30] Volta pra Fazenda com o teu bisavô. Teve a revolução russa. Detalhe aqui, durante a revolução russa, a Ucrânia ficou do lado do Tsar. Durante a revolução russa, os ucranianos acreditaram que a família do Tsar não deveria ser executada. Eles tentaram resgatar inclusive o Tsar e não conseguiram. E a família tsariana foi toda assassinada pelos comunistas.
[04:52] E obviamente ossacos ucranianos entraram em guerra contra os revolucionários socialistas. A Ucrânia perdeu a guerra e automaticamente a Rússia começou então a a União Soviética então começou então a dominar a região da Ucrânia e os bolcheviques chegaram na fazenda do teu bisavô e do teu avô em 1923.
[05:20] Eles fuzilaram
[05:22] o teu bisavô e a tua bisavó. Os socialistas fuzilaram o teu bisavô, a tua bisavó e teus tios avós.
[05:31] E pegaram o teu avô, no caso teu bisavô, o meu avô, e mandaram para a Sibéria.
[05:40] Foram 9 anos preso na Sibéria. O vô contava como era a prisão na Sibéria, que não tinha muros. Era uma prisão que era tão gelada, tão gelada, que simplesmente quem saísse morreria automaticamente. Então ninguém saía. E tinha só um caminhão que ele ia até a cidade mais próxima a buscar os mantimentos. E como teu avô sabia mecânica, ele era o ele era o mecânico da prisão.
[06:07] Que que teu avô fez? Ele foi trabalhando ao longo desses 9 anos e foi acumulando combustível aos pouquinhos, foi guardando combustível,
[06:15] desviando um pouco do combustível para que um dia ele conseguisse carregar aquele caminhão com combustível suficiente para escapar daquela cidade e fugir por um bom tempo. E ele conseguiu fazer isso. Teu avô então volta paraa nossa cidade natal em Varo Cherogrado em
[06:36] Quando ele chega lá em 1932,
[06:40] Stalin, que odiava os ucranianos,
[06:44] determinou uma lei. Nesta lei, toda a comida que era produzida na Ucrânia deveria ser exportada para o resto da União Soviética e não deveria ficar um único grão, nem de trigo, nem de cevada, nem de nada.
[07:03] Essa lei que o Stalin fez, socialista Stalin, foi chamada de Holodomor. O teu avô e a tua avó
[07:13] e os teus tios avó, teus tios, avós
[07:18] ao Holo do Mor.
[07:21] 12 milhões de ucranianos morreram de fome em 2 anos e meio.
[07:29] Fome produzida pelo Starlin. Fome.
[07:34] O teu avô me dizia, Alexandre, no final daquela época, a polícia do Stalin vinha até nossas casas e dizia assim: “Nosem um corpo que nós lhe damos um pedaço de
[07:51] O meu avô me dizia isto e ele dizia o que eles queriam que a gente fosse o nosso vizinho, matasse o nosso vizinho para conseguir entregá-lo e ter um pedaço de pão.
[08:04] Os russos queriam matar todos os
[08:09] Isso é o que o teu avô me dizia.
[08:13] Bom, aí que que acabou acontecendo? O vô e a avó casaram, tiveram os filhos
[08:19] em 30. E mesmo e vejam que mesmo com lodomor, mesmo com toda situação, mesmo com toda a miséria, o vô e a avó tiveram seis filhos. Seis filhos. Teu, o teu avô nasceu em 38
[08:34] em Varagrada.
[08:36] Estoura a Segunda Guerra Mundial. Os alemães entram em 41
[08:41] e os ucranianos viram inclusive a entrada da Alemanha na Ucrânia com a salvação deles. Porque o regime socialista era tão abominável, era tão horrível, era tão terrível, que eles olharam e falaram: “Graças a Deus que os alemães entraram aqui para acabar com Stalin e acabar com todos esses
[09:03] Só que, óbvio, os tacistas não eram nenhum santos.
[09:08] Quando eles chegaram na cidade natal da nossa família,
[09:12] eles automaticamente sempre determinavam uma pessoa que soubesse falar alemão para repassar as ordens e as instruções. Teu avô sabia alemão. Pegaram teu avô, meu avô.
[09:24] Pegaram meu avô e botaram lá para repassar as horas. Ó, então tá horário, não pode sair de casa, não pode fazer aquilo, não pode fazer aquilo outro, esse tipo de coisa toda. Este sujeito que era o chamado porta-voz
[09:37] das determinações alemãs, quando os alemães recuavam e os russos entravam de novo na cidade, esse sujeito era
[09:46] Então, o que que eles acabavam fazendo, os alemães? O o oficial lá avisava o Sava, ó, Sava Sava era o nome do do meu do meu avô. Nós vamos recuar essa semana, vamos voltar daqui a dois tr meses. É bom tu recuares também, se nós vamos te executar. Então, quando os alemães recuavam, o teu, o meu bisavô, o teu bisavô e o meu avô, eles recuavam
[10:09] e voltava depois.
[10:11] E recuava e voltava alguns meses depois para encontrar a família e a família ficava, no caso, o pai, meus tios, essas coisas todas.
[10:20] Foi assim por praticamente 4 anos até
[10:24] Até que em um determinado momento esse mesmo oficial alemão chegou pro meu avô e falou: “Olha, Sava, nós vamos ear agora. Eu acho que a sua parte de cocar em Berlim. Então, se tu quiseres fugir do socialismo, eu sugiro que tu pegue toda a tua família e saia”. Esse oficial não era SS, ele não era nazista, ele era da Vermar.
[10:46] Existe uma diferença entre oficiais nazistas e oficiais da Vermar. A Vermar ou Máquina de Guerra, era exército, basicamente, eles não eram, eles não eram ideologicamente nazistas, eles eram soldados obedecendo ordens, mas eles não eram antissemitas, eles não queriam matar os judeus, eles não eles não tinham o que os nazistas tinham.
[11:10] Esse era um oficial da Vermá, não era da SS. O das SS eram extremamente
[11:18] desumanos, cruéis, maus.
[11:22] Então, meu avô pega dois caminhões novos, destrói a lataria, destrói tudo, dá uma mexida nos motores para que eles parecessem que eles iriam estragar logo em seguida. coloca os seis filhos, dois funcionários, ele e a mulher, e saem da cidade Natal e vão na direção da Polônia, passam por várias ah várias, digamos assim, patrulhas alemãs que vão parando o caminhão, mas porque eles ouvem um camião fazendo
[11:53] um barulho terrível no motor, eles pensam: “Não vamos confiscar esse caminão que is não deve andar nem mais 2, 3 km.” Só que o motor estava novo e com isso eles conseguiram ir passando pela Polônia.
[12:06] até que eles chegam na Áustria e na Áustria os alemães param eles e decidem mandar a família para o campo de
[12:15] Então eu quero que tu preste muita atenção nisso, Carol. Nossa família, imagina avô, avó, meu avô, minha avó, meu pai, no caso teu avô, meus tios são colocados na fila do trem indo para
[12:35] Isso aconteceu. Meu avô conta isso. Meu pai lembra disso. O pai já tava, o pai já tava na época com 6 anos de idade. 6, 7 anos de idade.
[12:45] Seis para sete.
[12:49] Naquele exato momento, na fila para
[12:53] passa de carro aquele oficial que eles conheceram lá na cidade natal. tava passando por ali, viu a família na fila de Auscheds, chegou pro intendente alemão e perguntou: “Amigo, por onde é que tá mandando aquela família ali?” “Ah, a fila de Auschwitz?”
[13:15] Não, não, não. Aquela família ali não manda para Auschwitz. Aquela família ali manda pro bota na fila daquele outro trem ali que é para Ensbrook, o campo de concentração. Ensbrook é trabalho escravo, eslavo. Eles são eslavos. Eles não são judeus, eles são esclavos. Eslavos não precisam ser executados. Eslavos podem funcionar como mão de obra. Então, a nossa família foi enviada para o campo de inscre
[13:41] alguns segundos
[13:43] que aquele oficial tava passando por ali e viu a família naquela situação. Mandou para o campo de concentração que era apenas trabalho escravo.
[13:56] Teu avô.
[13:58] Teu avô trabalhou no campo de concentração de Insburg.
[14:04] 8 meses
[14:06] trabalho escravo.
[14:08] Teu avô.
[14:12] Dito isso, o pai lembra e o pai lembra. Meu pai lembra e fala: “A gente ficava ouvindo no radinho para ver quem é que ia resgatar primeiro o campo. Porque se fosse os americanos estariam salvos. Se fossem os russos quem chegassem no campo, nós seríamos todos executados.
[14:31] E o o pai comenta que na última semana ele ouvia no radinho e os caras dizendo: “Os americanos estão a 5 dias do campo, os os russos estão a seis dias, os americanos avançaram, estão há três dias do campo, os russos estão a qu dias do campo. Era uma corrida para ver quem chegava primeiro no campo de concentração para resgatar o campo.
[14:57] Amanhã em que eles foram resgatados, eles foram resgatados por uma divisão de
[15:03] americanos do Paton.
[15:07] Na manhã eles foram resgatados e de tarde chegaram os russos. O oficial russo chegou pro oficial americano e exigiu: “Eu quero os prisioneiros
[15:20] Como o americano não entendia nada de russo, é óbvio que não. Que que ele fez? Ele chegou e chamou o falou assim: “Olha, nós temos aqui um um oficial nosso que fala alemão,
[15:32] mas eu não entendo nada de russo. Precisamos de alguém que saiba russo e
[15:37] E aí chamaram, no caso, meu avô para fazer a tradução.
[15:44] Que que o oficial russo falou? A gente falou: “Eu quero todos os russos”.
[15:49] O oficial americano já sabia que que significaria pros russos. falou: “Não, não, não, não, não. Nós que resgatamos o esse campo, os prisioneiros são meus, estão sob minha responsabilidade.” O oficial falou: “Eu tenho três divisões de infantaria aqui. Eu tenho três infantarias aqui.
[16:06] Tu vai me liberar os os prisioneiros, os russos que eles são meus”.
[16:11] O americano que já não gostava muito dos urso naquela época, o Paton não gostava muito dos urso naquela época, achava que tinha que continuar a guerra. Inclusive, vale a pena estudar um pouco essa parte da história. O pato acreditava nisso. Ah, ele disse assim: “Cara, tu tem tu tem três infantarias, eu tenho uma divisão blindada aqui, cara. Não vem me incomodar porque os prisioneiros são
[16:33] Acabou então que eles ficaram realmente sob a custódia dos americanos. Os americanos ofereceram então para a o teu avô o seguinte: “Tem três países no mundo que estão recebendo refugiado da
[16:47] E o vô contava isso que o americano disse para ele. Era Brasil,
[16:51] África do Sul e Austrália. Esse eram os três lugares do mundo que estavam aceitando fechado da guerra.
[16:58] Meu avô, sem saber nada de português, nada de nada, olhou pro americano e falou assim: “Olha,
[17:06] eu não sei nada desses países. O que eu sei que a gente gosta é de frio.
[17:11] Em algum desses lugares faz frio?
[17:15] Automaticamente o americano disse assim: “Cara, eu sei que a Austrália é um deserto, eu sei que a África do Sul é África e é quente. Ouvi dizer que no sul do Brasil faz frio
[17:27] e foi isso que fez o teu avô, meu pai, vir lá da Europa devastada em guerra num navio, 3 meses num navio para chegar em Porto Alegre, no Caio do Porto. E a gente tem a foto disso
[17:46] do teu avô descendo navio no cis do porto com todos os pertences do corpo, a roupa que eles tinham e cinco laranjas. Era isso que a família inteira tinha, cinco laranjas.
[18:02] No jornal da horas de Porto Alegre, eles botaram anúncio: “Quem tiver emprego para os imigrantes da guerra,
[18:11] vai lá no porto que as famílias estão
[18:15] O dono da Sopau, uma empresa de ônibus de Porto Alegre,
[18:19] foi até o Porto e falou em alemão: “Alguém aqui sabe alguma coisa de mecânica? Eu preciso de mecânicos para meus ônibus. O meu avô, eu levanto, e eu
[18:32] então você e a sua família venham que eu tenho emprego para vocês.
[18:37] Novamente a mecânica salvando a vida da
[18:43] Entenda, a mecânica naquela época era o
[18:47] que poucas pessoas tinham. A mecânica naquela época era algo que ninguém sabia ou não sabia muito bem. Então, quem soubesse isso se diferenciava. E é isso que você tem que fazer na sua vida sempre, filha, saber coisas que poucas pessoas sabem e que vão ter interesse. Hoje, por exemplo, provavelmente seria inteligência artificial. Hoje provavelmente seria mexer com essas máquinas novas que estão aparecendo
[19:10] aí.
[19:14] Mas o fato é que neste caso, então, o teu avô conseguiu unir a família e manter a família unida sobes.
[19:23] E aí, basicamente, quando começou a vir a ideia do socialismo do Brasil, 62, 63,
[19:33] o meu avô, no caso teu bisavô, diz assim: “Olha, eu já vi esse negócio de socialismo lá na Rússia, não deu certo. Quer saber? Vou pros Estados Unidos”. E foi por isso que o meu avô e todos os meus tios, exceto meu pai, foram se mudaram para os Estados Unidos, chegaram para Califórnia. E o pai ficou aqui porque já tava casado com a mãe e deixou ficar no Brasil.
[19:59] Eu vou dizer uma coisa assim, filha. Eu nunca vi uma pessoa trabalhar mais do que o meu pai.
[20:09] O pai é um cara assim, ó. trabalha, trabalha. Eu nunca vi ele em algum momento dizer assim: “Estou cansado”.
[20:17] Essas duas palavras nunca foram ditas por ele, mesmo trabalhando enlouquecido.
[20:24] No estádio, ele chegou a ter 13
[20:28] Mecânico de avião, mecânico de de uma
[20:32] e e janitor zelador num hospital.
[20:36] trabalhava das 6 da manhã até 1:30, 2 da manhã todos os dias.
[20:42] Por que que eu tô dizendo isso? Porque é o trabalho quem cria as coisas.
[20:48] É o trabalho e é o esforço. E não é a preguiça. E não é o prazer de curto prazo. E não é a festinha. E não é a
[20:59] E eu e tu tá na idade de trabalhar.
[21:02] Esse é o momento.
[21:05] Este é o momento. É dos 20 aos 30 que tu tem que construir a tua vida.
[21:09] É dos 20 aos 30. Enquanto amigos e amigas tão fazendo festa e não tão estudando e não tão trabalhando, tu tá trabalhando, estudando e se esforçando. Então tu tá construindo isso. Tu tá construindo o teu prazer do longo prazo.
[21:28] Tu, teu namorado, vocês estão trabalhando para isso. Valoriza isso, dá foco nisso.
[21:37] É isso que eu fazer. A vida valeer a
[21:40] Ou tu acha que quando tu tiveres mais velhinha, tu vai pensar e vai ter orgulho das festas que tu fez? Não, quando fores mais velha, tu vai ter orgulho das coisas que tu produziu,
[21:53] das coisas que tu conseguiu gerar com o teu conhecimento, com o teu trabalho, com o teu estudo, com o teu esforço.
[22:01] Não é das festas que vai te lembrar, não é disso que vai te orgulhar,
[22:06] não é disso que tu vai dizer assim: “Bah, eu fiz isso”. Não, tu não vai estar nem aí para isso.
[22:12] Agora o que vai te fazer feliz é: nossa, eu consegui fazer isso. Eu peguei com o meu trabalho produzir isso. Eu construí
[22:23] Tem orgulho disso, filha. Esse é o propósito da vida. Esse é o propósito da vida. Fazer as coisas. Não é olhar pro seu umbigo
[22:35] e egoísticamente pensar nos prazeres das
[22:42] Pensa sobre isso.
[22:45] Matura essa ideia.
[22:48] Considera esse aspecto todos e lembra de onde é que veio a tua família.
[22:54] A gente não teve as coisas de graça. As coisas não são dadas de graça nessa
[23:00] As coisas são conquistadas com esforço,
[23:04] com estudo, com trabalho.
[23:07] Não acredita em ganhar as coisas de
[23:11] Ninguém vai te dar nada de graça nessa vida. Só o teu pai vai te dar algumas coisas porque ele te ama.
[23:18] Mas o governo vai te dar alguma coisa? Tu acha que o governo vai cuidar da tua
[23:24] Tu acha que o governo realmente se importa contigo?
[23:29] Não, o governo quer te sugar o máximo
[23:36] Mantém o teu foco em você, na sua família, nas pessoas que você ama e no seu objetivo de vida, no seu propósito.
[23:48] O resto não é importante.
[23:55] pensa sobre isso.